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8 coisas que você precisa considerar antes de ter um segundo bulldog

Há um ano entrava definitivamente em nossas vidas o serzinho mais meigo de todos. Sim, já faz 1 ano da adoção do pequeno Joaquim!

Joca chegou de mansinho, todo assustado e receoso para ficar por uns dias e acabou ficando para sempre.

Ele é um verdadeiro príncipe, suuuper carinhoso e bonzinho, faz uma carinha de pidão daquelas que a gente não resiste e tem que dar um apertão, sabe?

Com o tempo, e com a influência do irmão, ele aprendeu a ter confiança e apesar de super obediente, também apronta das suas… Adora sentar na cabeça do Rufus, puxar o lençol da cama e  sorrateiramente comer tatame, rs.

Sua brincadeira preferida é lutinha, vira e mexe ele acorda o irmão com uma puxadinha na pata ou dá uma mordidinha na nossa mão para começar a ação.

Ele e o Rufus são verdadeiros opostos e ao mesmo tempo o espelho um do outro. Onde um vai, o outro vai atrás. Brincam, brigam, fazem as pazes, dormem juntos, e se ficam de castigo separados, é um chororô só… o lance deles é estar grudadinhos, o tempo todo!

Ter os dois em casa é apaixonante, mas não posso negar, que é sim trabalho (e despesas) em dobro.

Sei que muitas mamães e papais quando vêem o trabalho incrível da Adopta Pet ou irmãos como o Joca e o Rufus ficam tentadxs a aumentar a família.

Caso você também esteja pensando nisso, aqui vai uma listinha com 8 coisas que aprendi durante este último ano que podem ajudá-lx a tomar essa decisão 😉

1. Orçamento em dobro
Minha maior preocupação antes de adotar o Joaquim era com as despesas. E este é um ponto crucial para se considerar quando pensar em aumentar a família. Apesar do ditado ‘Onde come um comem dois’, é preciso lembrar que todo o resto também vai dobrar (vacinas, roupinhas, brinquedos, petiscos, remédios, etc.). Tudo será x2!

Uma das maiores causas de abandono de bulldogs é o custo elevado, por isso, revise as finanças e seja realista! Os custos de um filhote não se comparam com os custos de manutenção. Por favor, seja responsável!

2. A apresentação é MUITO importante
Apesar de os amarmos como filhos, temos que ser conscientes da natureza animal deles. E a introdução de um novo membro a um grupo (família, no caso), deve ser feita de forma cuidadosa.

Apresente os dois em um território neutro, deixe que eles se cheirem, interajam… E se neste primeiro contato houver atrito, provavelmente serão necessários mais encontros para sentir se a convivência será harmoniosa (e possível).

Cada bulldog é diferente do outro e cada um tem temperamento próprio. Alguns precisam ser filhos únicos, e os pais precisam estar preparados para aceitar isso.

O Rufus nunca se interessou muito por outros cachorros, e no caso do Joaquim não foi diferente, neste primeiro encontro ele simplesmente o ignorou.

Trouxemos o Joca para casa logo em seguida desta apresentação, e se fosse hoje, provavelmente teria feito mais encontros em um território neutro antes de juntá-los definitivamente.

Falo isso, porque assim que entramos no carro para ir para casa, o Rufus teve um ataque de pânico por conta da presença do Joaquim no mesmo espaço que ele. Tive que ir para o banco de trás e ele ficou agarrado no meu colo o tempo todo, desesperado.

O Joaquim, por outro lado, nem ligou.

3. Paciência é a chave de tudo
Quando chegamos em casa, soltamos os dois no quintal, antes de entrarmos propriamente. Queríamos ver a reação dos dois, se estando em casa o Rufus tentaria defender seu território e talz.

Eles se cheiraram por um bom tempo, fazendo uma sessão de reconhecimento completa. E estando em casa, o Rufus ficou mais confiante, e não aceitou a presença daquele ser estranho para ele. Eles não brigaram, apenas tentaram dominar um ao outro e quando finalmente entramos, foi cada um para um lado.

O Rufinho ignorou o Joca por dias… até começarem a interagir.

A primeira noite o Joaquim passou em claro, choramingando. Estranhou muito o novo lar, e talvez pelo histórico de maus-tratos, devia estar morrendo de medo de algo ruim lhe acontecer.

As primeiras semanas não foram fáceis e é preciso ter muita paciência para aprender a lidar com uma nova rotina familiar. É preciso lembrar que tudo é novidade para todos e muitas vezes, é preciso persistir para que todos se ajustem.

O Joaquim ficava em quintal em sua primeira casa, e além de fazer xixi com a patinha levantada (o Rufus faz sentado), era acostumado a fazer em qualquer lugar. Tivemos também que treiná-lo e adaptá-lo aos nossos horários (ainda bem que por imitar o Rufus ele aprendeu super rápido!).

Esse processo pode levar ainda mais tempo se for com um filhote, por isso digo, paciência é a chave de tudo.

4. Rotina e disciplina
A melhor forma de adaptar um novo membro, é inserí-lo na rotina da casa. Quando o Joaquim chegou passou a comer nos mesmos horários que o Rufus e a receber o mesmíssimo tratamento que o irmão em tudo!

As broncas e a disciplina também é a mesma para os dois. Não diferencie o tratamento em nada, eles percebem e isso pode dificultar muito a adaptação e ainda gerar ciúmes e conflitos.

5. É preciso dividir igualmente a atenção
O Rufus ficou muito mais carente e carinhoso depois da chegada do Joaquim, muito provavelmente porque sente ciúmes em ver o irmão recebendo a atenção que antes era exclusiva dele.

Os carinhos aqui em casa têm que ser simultâneos, um empurra o outro, o outro empurra o um, é uma disputa constante e por isso, sempre me policio ao máximo para dividir igualmente o tempo com  os dois.

6. Brigas acontecem
Nem tudo são flores, apesar deles se amarem e não viverem sem o outro, eles também brigam. Bulldogs são brutos por natureza, então não é uma cena bonita. Mas também não é o fim do mundo.

Observe quais são as causas comuns de conflito e tente previni-las, aqui em casa é a disputa por comida, por isso, redobramos a atenção na hora de alimentá-los.

7. Brinquedos iguais
Outro fator de conflito podem ser os brinquedos, por isso, sempre compro brinquedos exatamente iguais para os dois. E apesar de um sempre querer o brinquedo do outro, acabam se contentando com o seu (Que no fim é o mesmo! Vai entender!).

8. Respeitar as diferenças
O Joaquim é calmo e obediente, o Rufus é ligado no 220 v e só faz o que quer. Eles são yin e yang, completamente diferentes um do outro e apesar de ambos precisarem de disciplina, não adianta querer ou forçar que se comportem igual.

Apesar do que dizem alguns sites por aí, cada bulldog é um ser único, e seu temperamento pode variar e muito! É preciso respeitar (e aceitar) isso!

2 comentários em “8 coisas que você precisa considerar antes de ter um segundo bulldog

  1. Adorei as orientações, estão me ajudando muito com a minha buldog LEIA.

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  2. Sei bem como é. ..Meu Isaac era um lord inglês legítimo, da alta sociedade Londrina, delicado, quieto, obediente, meigo…Já a Golda logo que chegou (UM ano depois do Isaac) era histérica, louca, briguenta, uma inglesa dos subúrbios da baixa classe de Londres. O Isaac tb a ignorou de cara e ela se adonou de quase todos os brinquedos dele- menos um ursinho que era o xodó dele (mordiscava o ursinho até dormir aquele baita cachorro). Esse se ela olhasse ele dava só uma rosnava e ela ia saindo de fininho. Depois foram interagindo e conviveram por 8,5 anos juntos com algumas brigas provocadas por ela. ISAAC faleceu e claro deixou um enorme vazio dentro do meu coração e da minha casa. GOLda agora com nove anos está mais calma, logo que ele se foi..Ela andava pela casa cheirando os lugares no pátio onde ele gostava de tomar sol ou ficava quietinha suspirando, uma tristeza só. Mães de buldogue…realmente é isso q nos tornamos. Em minha vida sempre tive cachorros (de outras raças ou sem raça definida) mas b uldogues são diferentes, eles tem expressão na carinha, sei la e um amor diferente que a gente sente pó eles, sim é Amor de mãe.

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